segunda-feira, 20 de julho de 2009

Peixe Terrado Ali babah



Ingredientes

1. Bermuda ou sunga amarela
2. Caloi 10
3. 2 varas de bambu original
4. 1 camelo
5. 3 cruzeiro novo
6. Mertiolate
7. 1 Vick vaporube
8. 1 dose de Run Montilla carta branca
9. 1 sacola de Bompreço
10. 1 vinagre Muriongo
11. 2 cebolas roxa grandes, cultivadas e selecionadas na Serra do Maroto
12. ½ xícara de óleo de dendê extra virgem
13. 1 rolo de papel alumínio
14. 1 margarina Deline sem sal.
15. 1 punhado de canela africana
16. 1 prato DURALEX vermelho

Modo de Preparo

1. Inicialmente coloque uma bermuda ou sunga amarela.
2. Procure saber o preço da passagem ida e volta pro Camarões.
3. Descarte a possibilidade de ir pra lá, pois Camarões já é freguês da seleção brasileira faz tempo.
4. Vá até o centro da cidade e procure saber o preço da caloi 10; Compre-a.
5. Saia em disparada ao deserto do Saara, sentido Afeganistão.
6. Pare no 18º posto BR que você encontrar e calibre o pneu (18 libras na frente e 22 no traseiro).
7. Ao continuar a caminhada dê um jeito de arrumar duas varas de bambu original. (se não consegui original, não se desespere, compre uma similar, porém não garantimos sucesso na receita usando a similar).
8. Chegando próximo ao deserto do Saara, providencie um camelo de duas bolas nas costas e quatro canela maga, de cor barrenta fosco neném, (Verifique o step do animal).
Obs.: Cuidado ele cospe (Pense numa mania feia!!!!).
9. Na SEPECA (Secretaria de Pedágio de Camelo Austriaco), pague a bagatela de 3 cruzeiro novo.
10. Graças a Deus você chegou.
11. No deserto ao encontrar o primeiro oásis pare. Pense. E vá urinar. (Aí já se passaram 4 meses, 32 dias e 4 semanas e 25 horas de viagem.
Arrudeie o oásis. Conte 97 passos pra esquerda e 89 pra direita (lembrando a dançinha do siri).
11. Suba no camelo e siga em frente, sempre no sentido Afeganistão.
Com certeza encontrará um buraco, não confundir com alguma gruta de Bin Laden, muito menos com a de um guaiamum rasteiro da perna lisa, muito comum nessa região.
12. Faça doze pé-de-chinelo, pra acostumar, e se jogue no buraco.
13. Pegue o Mertiolate sacuda três vezes e coloque no cotovelo contundido da queda e dê três fungada no Vick, pra quê, eu não sei.
14. Saia do buraco que é o tempo de Seu Zezo Pereba chegar.
15. Pergunte a ele quando é que vai chover, já que é na chuva que o peixe vem à margem pra tomar um banho de sol.
16. Pegue uma vara de bambu e pesque o peixe, com a outra utilize sua imaginação.
17. Depois de pescado dê a ele uma dose reforçada de Run montilla carta branca, embole na areia preta três vezes, e enrole-o na sacola de Bompreço.
18. Volte pra casa.
19. Chegando em casa lave o bicho com vinagre MURIONGO.
20. Refogue com as duas cebolas grande, cultivadas e selecionadas na Serra do Maroto.
21. Não esqueça de adicionar ½ Xícara de óleo de dendê, extra-virgem da casa de Carlinhos Brown.
22. Envolva o peixe no papel alumínio, leve ao forno por duas horas consecutivas sem mexer no escamoso.
23. Retire-o do forno, e jogue numa panela untada com margarina DELINE, sem sal.
24. Sirva-o com uma pitada de canela africana, em um prato fundo DURALEX vermelho, pra destacar a praticidade de apreciar com devida suculência, uma receita básica, barata, e saborosa.

Bom Apetite!!

Chef Diogo, Chef Bruno e a nova revelação do Brega, Chef Fabinho.

terça-feira, 14 de julho de 2009

FENNECHARQUE


Com o intuito de divulgar e valorizar a arte dos comilões, os políticos deram apoio total à exposição e comercialização do trabalho destes artistas num dos mais importantes eventos da América Latina, a Feira Nacional de Charque (Fennecharque). Este ano, a Fennecharque celebra seus 200 anos de existência homenageando o centenário do Mestre Carne Salgada e espera até o dia 12 deste mês, um público de 250 mil visitantes em uma área de 10 m².

A abertura da Fennecharque aconteceu na tarde da última sexta-feira (3), no Centro de Convenções em Olinda. As prefeituras montaram três "barraca véia", que mostram através de fotos e muito tempero pra quem tem pressão alta, a história do trabalho deixado pelo Mestre Carne Salgada. “Mais uma vez o nosso blog sai na frente, ensejando milhares de pessoas ao acesso e ao conhecimento de tão belo espetáculo da gastronomia popular de Pernambuco, sintetizado este ano, na homenagem prestada ao mestre Carne Salgada”, disse o prefeito de São José do boi não lambeu.

Segundo o Secretário decomidas estrambólicas de São José do boi não lambeu, José Pau Seco da Silva “a Fennecharque é um sucesso e São José do boi não lambeu não poderia deixar de mostrar sua arte, numa das maiores feiras da América Latina”. A Diretora de Comidas Bichadas Lúcia Fuinha concorda com a participação do município na feira. Para ela, “a exposição é fundamental, porque São José do boi não lambeu é uma cidade que vive hoje do turismo cultural. A Fennecharque representa muito bem o Brasil e é muito importante para a gastronomia. Aqui os olhares estão voltados para o nível da charque, mais ainda, pelo sentido diferenciado que comemora o centenário de Carne Salgada. Sua arte não morreu. Ele deixou um legado que se perpetuou nestas pessoas que estão aqui salgando as carnes moribundas”, explicou.

A Fennecharque apresenta uma série de variações de charque tais como:

1. Charque ao molho rocambole.
2. Charque ao molho rosé.
3. Charque crua no álho e óleo.
4 Charque vencida com quitute e rodelas de morango.

E a tradicional Charque com frutas cristalizadas com uma pitada de mungunzá.

Aproveitem mais essa edição do Fennecharque, pois lá estarão presentes os maiores e melhores cozinheiros de charque da região, da Vila Maria pitomba até a grandiosa e extraordinária favela Coça aqui que tá doendo.

Bom apetite

Chef Bruno

sábado, 4 de julho de 2009

Preá marítimo com recheio de creme de abórbora cubana








Ingredientes:

1. Uma lancha com computador de bordo.
2. Uma rede de arrasto
3. 2 puçá arrumado
4. Uma corda de 12mm
5.Mesa de madeira maciça
6. Cebola roxa
7. Pimentão da malásia
8. 7 caldo knor de pestana de lagartixa
9. 1/2 litro de leite de côco sococo
10. Uma faca de pão-doce
11. Uma abórbora cubana graúda
12. Uma seringa de 10 ml
13. Sal de pedra.


Modo de preparo: (siga à risca as instruções - senão o bicho azeda)

1. Inicialmente compre uma lancha.
2. Corra atrás de uma rede de arrasto, e não esqueça de arrumar dois puçá arrumado, sem furo nas extremidades.
3. Quando o computador de bordo acusar 7.000 léguas marítimas pare imediatamente e mergulhe (7.000 léguas é onde o bicho gosta de nadar com mais frequência).
4. O primeiro bicho que passar nadando e mostrando os dentes sacuda a rede pra cima.
5. Suba até a lancha com o bicho já amarrado.
6. Volte nadando puchando a lancha com uma corda de 12mm (só pode ser de 12mm senão tora).
7. Chegando em casa pegue a mesa de madeira maciça, redonda se possível, e rasgue o bucho do preá do pescoço até a ponta do rabo (sendo o bicho ainda vivo).
8. Retire os "baguio" de dentro, só deixe o intestino delgado pois é nele que será colocado o recheio cremoso.
9. Pique a cebola roxa de modo que fique dividida em três partes, juntamente com o pimentão da malásia e o caldo knor de pestana de lagartixa, bata tudo com meio litro de leite de côco.
10. Depois disso, descasque a abórbora com uma faca de pão-doce (só pode ser doce ok?), e misture com os igredientes do ítem 9.
11. Com a siringa de 10 ml, preencha o intestino do bicho, de modo que o intestino pareça com uma batata-doce.
12. Leve ao microondas por 7 min e 23 seg, ou até o preá clarear.
13. Sal de pedra a gosto.
14. Coma ele e depois diga se gostou.
15. Bom apetite.

Chef Diogo e Chef Bruno